Um bijou sem sal

by Le petit bas-bleu

Para quem tem uma lista enorme de filmes pendentes, incluindo pérolas e clássicos, um filme de 2010 é um pão com dois dias. É o caso do Blue Valentine.

Entre tentativas de encolher a lista e algumas recomendações de amigos, fiz do filme uma torrada.

Pão com manteiga é quase um dos meus pratos preferidos. Torradas então nem se fala. Começo a salivar se pensar em torradas de pão alentejano barradas com manteiga Loreto. Qualquer inimigo do colesterol é meu amigo e a manteiga com sal é o meu caviar.

Mas o Blue Valentine soube-me a pão bijou barrado com Becel. Nhac.

Achei o filme insípido. Mesmo.

Às vezes não entendo este público feminino, do qual faço parte. O que é que o filme tem de especial?

Nem sequer vi romance.

E de filmes sobre famílias disfuncionais americanas, com ou sem recurso à fórmula – boy-meets-girl, boy-loses- girl – no topping, estou um bocado farta. Ainda que sem desarrufo possível, desta vez.

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