Ontem vi este filme – Submarine (2010) ★★★

by Le petit bas-bleu

  • De: Richard Ayoade
  • Com: Noah Taylor, Paddy Considine, Craig Roberts
  • Género: Drama, Comédia
  • Classificacao: M/12

[ “Submarino” é o primeiro amor de um puto galês com tendências obsessivas, manipuladoras e cuscas, para quem tudo é uma questão de vida ou de morte (…) não estamos no território do filme adolescente do costume. ] ou [ Uma narrativa de “coming of age”, uma Inglaterra (…) longe das luzes dos grandes centros urbanos, os anos 80 (…) a história de um adolescente tímido, relativamente refinado nos gostos e nas referências (pelo menos em comparação com os “hooligans” que são seus colegas no liceu), preocupado em conquistar a namorada, primeiro, e não a deixar fugir, depois, enquanto tenta manter sob controlo o casamento dos pais, ameaçado pela erosão e pela “redescoberta” de uma antiga paixão da mãe.

Ayoade parece gostar de Godard, visto que lhe emula o estilo dos intertítulos (letras azuis e vermelhas, com súbitas erupções musicais), e o filme acaba frente ao mar, como o “Pierrot le Fou” ou o “Mépris”. ]

in Ípsilon

Até é giro, mas não me convenceu. Dou-lhe 3 estrelinhas, nem mais, nem menos.

No início fiquei perdida no tempo. O filme é actual, mas os pais do puto ficaram presos aos anos 70? Ou é dos anos 80 e os pais do puto são uns old-fashioned? O guarda-roupa do casal confunde, mas as dúvidas dissipam-se quando aparece o charlatão da auto-ajuda com um penteado mesmo 80’s.

O filme está carregado de metáforas, analogias e outras figuras de estilo.

Mostra como um adolescente totó e solitário deixa de ser totó quando conquista a menina rebelde, regride novamente à “totózice” para salvar o casamento dos pais, na altura em que a míuda mais precisava dele, deixa de ser totó novamente depois de passar por uma pequena depressão (herança de família) e acaba tudo bem.

Enfim, a expressão do puto passa de assustadora a engraçada à medida que deixa de ser nabo.

Anúncios