Ó gente da minha terra

by Le petit bas-bleu

Não foi só agora que percebemos, que a tristeza da Amália é a nossa tristeza. Quem conhece a letra sabe do que estou a falar.

Mas já chega de choramingar e jogar no euromilhões. Tristezas não pagam dívidas públicas!

Eu aceito a melancolia como um traço que caracteriza o espírito português e prefiro-o à alegria nonsense de um brasileiro com lesões cerebrais. Mas por favor, não vamos transformar os estados de alma em doenças patológicas.

Esta febre intermitente causa-me insónias. Das duas uma, ou acabamos com esta maleita, ou acabamos com esta maleita.

Já que ainda não arranjamos um líder que conduza indignados, aborrecidos e os “assim-assim”, comecemos pela auto-gestão.

[Se não tens riqueza de espírito e dois dedos de testa, esta conversa não é para ti, continua a arreganhar a tacha como se nada fosse.]

“Este país não é para novos” e “Este país não é para ninguém” são frases que me dão voltas ao estômago.

Este país é para quem afinal? Para zombies?!

Já agora os filmes dos irmãos Coen também não são para bocas sem dentes!

Este país é “O regresso dos mortos-vivos”?!

Olhem bem para nós, parecemos uns robots programados e telecomandados?! Os pobres de espírito ficaram lá atrás.

Eu não nos vejo assim.

Mais cuspidelas e menos chá morno!

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