XADREZ vs Damas – reciclado

by Le petit bas-bleu

As regras são universais, o adversário, bom ou mau, é escolhido pelo jogador.

Raros são os principiantes.

O xeque-mate é duplamente amargo. Porém, depois do primeiro lance o desânimo não tem autorização, sequer, para manifestar um “ai”! Lá por perdermos um ou dois jogos não quer dizer.

A qualidade do jogo é directamente proporcional aos jogadores.

A competição é saudável quando termina sem que nenhum dos jogadores alcance a vitória.

Baixamos o nível, de dificuldade, e eis que surgem outros jogos: com outras tácticas, regras diferentes, outras defesas e peões quanto baste. Há alturas em que são muito convenientes, há outras em que jogamos só por acaso e surge o ”empate”, ou empatamo-nos.

Mas independentemente do proveito tirado, propositado ou não, ficamos sempre com a sensação de que não era bem este o jogo. Ganhar ou perder é totalmente indiferente, até porque nunca perdemos, uma vez que o nosso objectivo nunca foi ganhar. Aliás, não temos sequer um objectivo.

E é assim que o Xadrez se transforma em Damas, e o amor desce o ralo.

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